domingo, 1 de abril de 2018

...nunca na tua vidinha miserável irás encontrar alguém, seja amigo ou namorado, como eu. Fui eu a única pessoa até hoje, que te pôs em primeiro lugar, pus as tuas prioridades acima das minhas, zelei e protegi-te o mais que pude, para que depois de tanto tempo a tentar fazer com que me amasses, a tentar fazer com que me deixasses fazer-te feliz... num simples piscar de olhos, me deitasses fora. O que nós tínhamos, o que construímos, o que era tão nosso e só nosso, de repente, abriste o caixote do lixo e abris-te mão de tudo simplesmente. 
Passados anos e anos a fio queres voltar, tudo porque estás sozinho, mas hoje, recuperado, posso-te dizer o mais sinceramente possível que cresci, que todas as lágrimas que derramei foram necessárias e imperscundíveis, que dei um passo em frente enquanto tu, meu caro, deste dois para trás. 
Hoje, não estou mais naquele sítio frio e obscuro, onde durante tantos anos esperei para que voltasses, não! Hoje bebo uma ligeira e refrescante água de côco, à sombra da bananeira, e muito feliz por saber que a lei do retorno existe, e que bateste com o nariz na porta que sempre quiseste ver fechada. 


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